Manutenção
18 mai., 2026 5 min de leitura

Aditivo de Radiador Orgânico vs. Inorgânico: O Perigo de Misturar os Dois

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Quando o nível do líquido de arrefecimento cai, a reação instintiva é completar com água. Depois, quando a cor estranha no reservatório finalmente chama a atenção, a solução mais óbvia parece ser "comprar o aditivo mais barato na loja e colocar". As duas decisões parecem razoáveis e as duas podem estar gradualmente destruindo o sistema de arrefecimento do motor.

O Que o Aditivo Realmente Faz

O líquido de arrefecimento é uma mistura de água e etilenoglicol (ou propilenoglicol em algumas formulações). O etilenoglicol eleva o ponto de ebulição e baixa o ponto de congelamento da mistura. Mas a parte frequentemente ignorada é o pacote de aditivos inibidores de corrosão que vem junto.

O sistema de arrefecimento de um motor moderno contém alumínio (cabeçote, coletor de admissão, bomba d'água), ferro fundido (bloco), borracha (mangueiras), latão (conexões mais antigas) e plástico (reservatório e caixas de termostato). Cada um desses materiais corroe de forma diferente, e os inibidores no aditivo foram formulados para proteger todos eles simultaneamente.

IAT, OAT e HOAT: As Diferenças Importam

IAT (Inorganic Additive Technology) é a formulação mais antiga, com inibidores à base de silicatos e fosfatos. Oferece proteção imediata e eficiente, mas o pacote de inibidores se esgota rapidamente. Vida útil de 2 anos ou 30.000 km.

OAT (Organic Acid Technology) usa ácidos orgânicos como inibidores. Reagem mais lentamente com as superfícies metálicas e duram muito mais: 5 anos ou 150.000 km dependendo do fabricante. São as formulações das cores laranja, rosa, amarelo e vermelho em muitos sistemas europeus e asiáticos.

Não misture IAT com OAT. Os pacotes de inibidores interagem quimicamente entre si e podem precipitar, formando um gel gelatinoso que entope o radiador e os passagens internas do motor. Uma limpeza completa do sistema de arrefecimento após esse tipo de contaminação é um serviço caro e demorado.

Como Identificar o Tipo Correto

O manual do proprietário especifica o tipo de aditivo aprovado para o seu veículo. Na maioria dos carros, o reservatório também tem uma etiqueta com a especificação. Quando em dúvida, escolha sempre o aditivo OEM (do fabricante original) disponível em concessionárias ou use uma formulação genérica que declare explicitamente compatibilidade com a especificação do fabricante (como G11, G12, G13 nos carros do grupo VW, ou Ford Motorcraft Yellow nos carros Ford).

A Diluição Correta

A proporção ideal de aditivo para água na maioria dos veículos é de 50% cada, o que oferece proteção contra congelamento até cerca de -37°C e eleva o ponto de ebulição para aproximadamente 106°C. No Brasil, com clima tropical, alguns mecânicos usam 33% de aditivo e 67% de água, sacrificando a proteção contra congelamento mas mantendo a proteção contra ebulição e corrosão. Abaixo de 25% de aditivo, a proteção anticorrosão começa a ser comprometida.

Nunca complete o sistema apenas com água pura. A água diluí os inibidores e acelera a corrosão interna. Se precisar completar em emergência com água, faça a troca completa do líquido de arrefecimento o quanto antes.

Registre a Troca do Líquido de Arrefecimento no Navez

A troca do líquido de arrefecimento é um item de manutenção com intervalo definido. Registre no Navez a data, a quilometragem e o tipo de aditivo usado. Com esse histórico, você sabe exatamente quando o próximo prazo se aproxima.

Registrar Manutenções do Veículo no Navez