Em dezembro de 2023, o governo brasileiro zerara o imposto de importação de carros elétricos como incentivo à eletrificação da frota. Foi uma janela curta. A partir de julho de 2026, esse imposto chega a 35%, o teto máximo da tarifa, e o preço dos elétricos importados vai sentir.
Quem está pensando em comprar um carro elétrico nos próximos meses tem uma decisão concreta pela frente: comprar com o estoque atual e o imposto ainda menor, ou aguardar a produção nacional que as montadoras prometem para os próximos anos.
O Cronograma de Alta Tarifária
A recomposição do imposto de importação foi feita de forma gradual pelo governo para não travar o mercado de uma vez. O calendário foi o seguinte:
- Dezembro de 2023: imposto zerado como estímulo à eletrificação
- Janeiro de 2024: subiu para 10%
- Julho de 2024: subiu para 18%
- Julho de 2025: subiu para 25%
- Julho de 2026: chega a 35%, o teto máximo previsto
O imposto incide sobre o valor do veículo no momento da importação. Com modelos elétricos populares custando entre R$ 150.000 e R$ 300.000, uma alíquota de 35% representa um impacto considerável sobre o preço final praticado pelas concessionárias.
O Impacto Real no Preço Final
O imposto de importação não é repassado integralmente ao consumidor de forma direta, porque ele incide sobre o valor na alfândega, não sobre o preço de venda ao público. Mas a cadeia tributária que vem depois, ICMS, IPI e PIS/COFINS, é calculada sobre uma base que já inclui o imposto de importação. Esse efeito cascata amplifica o impacto real.
A estimativa do setor é que a alta de 25% para 35% gere um aumento de aproximadamente 8% a 12% no preço final praticado ao consumidor, dependendo do modelo e da margem de cada montadora. Para um carro de R$ 200.000, isso pode representar entre R$ 16.000 e R$ 24.000 a mais.
Comprar Agora ou Aguardar a Produção Nacional?
Várias montadoras anunciaram planos de produção local de elétricos no Brasil sob o regime CKD (Completely Knocked Down), onde as peças chegam desmontadas e a montagem acontece aqui. Carros produzidos dessa forma não pagam imposto de importação de veículo completo, o que permite um preço mais competitivo.
O problema é o prazo. A maioria das plantas ainda está em fase de preparação, e os primeiros modelos montados localmente devem chegar ao mercado de forma escalonada ao longo de 2026 e 2027. Até lá, o estoque disponível é de veículos importados com os custos do regime atual.
Para quem precisa do carro agora, faz sentido avaliar o que está disponível antes de julho de 2026, quando a alíquota chega ao teto. Para quem pode esperar e quer o modelo específico de uma montadora que já anunciou produção local, aguardar pode resultar em preços mais acessíveis no médio prazo.
A decisão depende do seu momento de compra, do modelo que você quer e de quanto a produção nacional daquele fabricante específico está avançada. Pesquise antes, porque as datas de início de produção local variam bastante entre as marcas.
Acompanhe os Custos do Seu Veículo no Navez
Independente de quando você comprar, o Navez permite registrar todos os custos do veículo ao longo do tempo: abastecimentos, recargas, manutenções e despesas fixas. Com esse histórico, você tem clareza sobre o custo real de propriedade do carro mês a mês, o que facilita comparações e decisões futuras.
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